26/07/2022 às 11:11 Entrevistas

Entrevista com Felipe Colenci - The Giant Void

24
5min de leitura

Entrevistei o talentoso músico Felipe Colenci, do The Giant Void, e conversamos principalmente sobre o novo álbum "Thought Insertion", mas também sobre como o trabalho do vocalista Hugo Rafael no Sambô influencia a banda e muito mais! Confira!

O The Giant Void é essencialmente um duo. Quais as principais vantagens e desvantagens de fazer música nesse formato? Acredito que as decisões são tomadas mais rapidamente, mas também não tem muita gente para opinar e ir “refinando” as composições...

Felipe Colenci - Você está certo quanto à velocidade das decisões, pois conseguimos manter “intactas” nossas ideias e caminhos. Não sentimos muita falta de mais gente opinando, pois, como trabalhamos na área da produção musical, temos experiência em entender o que funciona e o que não funciona, e desligamos rapidamente nosso “modo músico” e entramos no “modo produtor”, rsrs, para afinarmos as músicas, os arranjos, mixagens etc. Acaba sendo bem otimizado.

Na minha opinião, o Hugo Rafael fez um ótimo trabalho! Ele tem outro grupo bem famoso que é o Sambô e imagino que os fãs se surpreenderam ao ver essa faceta metal dele! Como esse outro lado do Hugo influenciou no The Giant Void? Existe algum tipo de semelhança? E diferenças?

Felipe - O Hugo é um cantor fora de série que se dá bem em diversos estilos! No caso do The Giant Void, a experiência com o Sambô o ajuda nos shows, pois ele está mais que acostumado a ser frontman de uma banda / conjunto na frente de muitas pessoas. Quanto à parte musical é completamente diferente, muito diferente! Rsrs

Você atua também no ramo dos jingles e efeitos sonoros. De alguma forma, essa experiência se reflete no seu lado compositor de metal? Como você avalia essa relação?

Felipe - Sim, com certeza! Depois de todos esses anos trabalhando nessa indústria vital (essa é velha hein, rsrs) eu adquiri conhecimento da parte técnica e experiência para entender o que funciona e o que não funciona nas composições e no processo de gravação, o que torna nosso processo bem mais simples e divertido.

No The Giant Void, você atua como guitarrista, baixista e tecladista. Quais os desafios de encarar todos os instrumentos sozinho? Como você vai fazer na hora de tocar o disco ao vivo?

Felipe - É muito massa gravar todos os instrumentos, é muito legal ver a música tomando forma e ficando pronta. Eu acho sensacional, mas é claro que não sou “fluente” em todos – por exemplo, no teclado, acabo mais programando do que de fato tocando, pois não sei a parte técnica (movimentações de mão, etc.)

Ao vivo temos o auxílio luxuoso dos músicos Marcus Castellani, na Bateria, Guilherme Durão, no Baixo e Francisco Rangel no teclado.

Aproveitando o assunto, vocês se apresentarão no Araraquara Rock 2022! Parabéns! Quais as expectativas para esse show? O que os fãs podem esperar da banda para essa ocasião?

Felipe - Estamos muito ansiosos e preparando um show bemmm porrada! Vai ser sensacional! Vamos dar 110% para que seja um puta de um show.

A banda tem como convidado o baterista Michael Ehré, do Gamma Ray! Como é a relação com ele? Você avalia que de alguma forma essa experiência dele com o Gamma Ray influenciou nas músicas do The Giant Void?

Felipe  - O Michael é um baterista fenomenal e uma grande pessoa. Muito fácil de lidar e muito criativo e técnico. Com certeza ele trás em sua bagagem musical as experiências que teve, não só com Gamma Ray, mas com The Unity, Uli Jon Roth, Primal Fear, Metalium, etc. Ele é uma máquina!

O single “Bite the Bullet” tem participação de Adrian Barilari, do Rata Blanca. Como foi a experiência de ter esse artista no disco? Teve alguma história curiosa envolvendo o Giant Void e ele?

Felipe - Eu escuto Rata Blanca desde que comecei a ouvir música pesada e ter o Adrián neste álbum foi uma realização sensacional, emocionante. Eu cheguei a chorar ouvindo as tracks dele, quando ele as enviou.

Sim! Tem uma história muito foda. Basicamente, quando o convidamos, nem sequer havíamos pensado que ele gravaria seus trechos em espanhol – na verdade, o empresário dele nos disse “Legal, pessoal, o Adrián topou, mas ele prefere cantar em espanhol, tá?”

Eu fiquei pensando em como fazer a versão em espanhol, mas, para nossa surpresa, o próprio Adrián fez uma versão incrível da música, em espanhol! Ficamos muito felizes com esse envolvimento dele e com o carinho que ele tratou nosso som. Por isso o resultado tão especial!

A capa do álbum é assinada por Carlos Fides, que já trabalhou com grandes nomes como Kamelot, Shaman e Evergrey. Vocês ficaram satisfeitos com o trabalho dele? Poderia comentar um pouco sobre o significado por trás da arte?

Felipe - Fides é um renomado artista, ficamos muito satisfeitos com o trabalho dele.

A arte mostra um lugar desolado, e uma pequena porta, na parte inferior, onde você pode buscar um novo caminho para sair dessa “paranoia”...ou talvez apenas olhar para cima e contemplar a imensidão do espaço – o que já deveria trazer humildade e humanidade para todos, o que, infelizmente, não acontece.

A música “Dead End Job” tem um clipe bem legal! Poderia comentar um pouco sobre o processo de composição dela em específico e como foi a experiência de gravar o clipe?

Felipe - 'Dead End Job' é uma música que fala de um mercenário, que sabe que está fazendo errado, mas não tem mais saída. É um paralelo com a corrupção, onde muitos entram, sabem que estão sendo criminosos, mas acabam se envolvendo até o pescoço nas falcatruas e processos, e não conseguem mais sair do “sistema”.

O clipe foi gravado pelo Alex Batista, renomado diretor de videoclipes. Francamente, gravar um clipe nunca é fácil, são muitas repetições e movimentos que não estamos acostumados, mas no fim nos divertimos muito, tomamos umas cervejas e ficamos muito felizes com o resultado!


Quais os planos para o futuro da banda? Já pensam em compor novos trabalhos? Como sou do Rio de Janeiro, preciso perguntar se a banda vai passar por aqui! Por favor, deixe uma mensagem final para os fãs!

Felipe - Estamos em pleno processo de gravação do 2º disco (nesse momento faltam vozes, alguns solos e uns extras). Lançamos o primeiro single desse álbum, Dark Purple Skies, no dia 01/07/2022 =)

Não vemos a hora de tocar no RJ! Tenho amigos por aí e com certeza vai ser sensacional!

Muito obrigado a todos que estão apoiando e divulgando o The Giant Void! Continuem por aí que continuaremos trabalhando por aqui, lançando muito HEAVY METAL!

26 Jul 2022

Entrevista com Felipe Colenci - The Giant Void

Comentar
Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
Copiar URL

Tags

sambô the giant void

Quem viu também curtiu

23 de Jun de 2021

“Foi o Sid Vicious quem me inspirou a criar o Helloween e o power metal!” – Entrevista com Michael Weikath (Helloween)

20 de Abr de 2022

Entrevista: Timo Tolkki (ex-Stratovarius) fala sobre "Visions", Andre Matos e mais

16 de Fev de 2021

Entrevista com Mark Jansen (Epica): "Eu nunca tomaria a vacina de covid-19 por mim, mas sim pelos outros!"